Geografia Afrobrasileira

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PROJETO GEOGRAFIA

AFROBRASILEIRA

EDUCAÇÃO & PLANEJAMENTO

DO TERRITÓRIO

1989 - 2013

2 DÉCADAS ·DE PESQUISAS E PARCERIAS

 

O principal objetivo do Projeto Geografia AfroBrasileira Educação e Planejamento do Território é caracterizar e interpretar espacialmente as estruturas existentes na formação do Brasil e da sua população, tomando como referência os aspectos geográficos da herança africana no território brasileiro. A premissa é ampliar as informações, a discussão e fornecer elementos para o conhecimento do espaço do Brasil na perspectiva das matrizes oriundas da África. O Projeto tem cinco fases preconizadas que se encontram realizadas e em realização, quatro das suas etapas de trabalho. Na primeira etapa realizamos um resgate dos elementos fundamentais da Geografia da África e sua relação com a Geografia do Brasil. A segunda fase do projeto trata da cartografia dos quilombos. Nesta etapa conseguimos responder de forma preliminar, como estão distribuídos os registros municipais das comunidades quilombolas tradicionais nas unidades políticas do país e onde se concentram. Outra etapa relevante constitui as interpretações e reconstruções das estruturas geográficas construídas e/ou elaboradas no país com a participação de populações de ascendência africana.

Um dos principais eixos temáticos se refere aos grandes ciclos econômicos que se processaram no nosso território e a distribuição da população de matriz africana.

A quarta fase tem como fio condutor a educação e a operacionalização se processa em duas vertentes: a Oficina Temática: Matrizes Africanas do Território Brasileiro que preconiza colaborar na construção de uma outra territorialidade da população brasileira onde as de referências africanas estejam presentes. No ano de 2005, com o apoio da Secad – MEC e em parceria com as Secretarias de Educação estaduais, realizamos a referida oficina em sete capitais brasileiras (Maceió, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília). Em 2006, várias atividades com educadores foram realizadas em municípios dos Estados de Minas Gerais, Curitiba e Bahia. Em 2007, em parceria com as Embaixadas do Brasil e da Bélgica, o Museu Real da África Central, a Petrobras e a Unesco –Projeto Rota do Escravo, foi realizado na Casa do Brasil na Bélgica, a exposição cartográfica: L’Afrique, le Brésil et lês territoires des Quilombos.

Um outro segmento importante desse Projeto são as publicações: Territórios das Comunidades Quilombolas do Brasil – Segunda Configuração Espacial, com todo o cadastro realizado dos registros municipais no país (2005), os Volumes I e II da Coleção África-Brasil: Cartografia para o Ensino-Aprendizagem (2005 – 2007), que constituem conjuntos de mapas temáticos, em diferentes formatos para auxiliar o professor a transmitir informações sobre as matrizes geográficas da África presentes no Brasil e o livro Quilombos: Geografia Africana – Cartografia Étnica – Territórios Tradicionais (2008), com as interpretações dos processos historiográficos da formação dos quilombos antigos até o contexto contemporâneo. A obra traz ainda, o cadastro dos registros municipais dos territórios quilombolas no país.

As Exposições Cartográficas e as Oficinas Temáticas Itinerantes, constituem-se em extensões concretas para possibilitar a ampliação da visibilidade espacial e capacitação de professores e cidadãos, a partir do conjuto dos produtos das etapas já desenvolvidas e em desenvolvmento no referido estudo. Desde 1995 que o Projeto vem realizando ou participando de eventos nos mais variados segmentos da sociedade buscando contribuir para minorar o preconceito em relação às matrizes africanas presentes no território brasileiro e realcionado às sociedades africanas, sobretudo, nos países da África de língua oficial portuguesa.

Ao completarmos mais de vinte anos de atividades, a nossa principal referência é de agradecimento a todos às famílias da equipe, aos estudantes, profissionais e parceiros, representações da sociedade civil, instituições públicas e empresas privadas, que contribuiram e continuam contribuíndo na evolução das pesquisas, na visibilidade dos nossos conhecimentos no país e no exterior e principalmente no apoio para tornar possível a publicação dos nossos produtos. Muito obrigado, a todos!·

 

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